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Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratátátá
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é Maria-Ninguém
Não sou atriz-modelo-dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratátátá
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Carta ao cavalo
Olá, como vai você? Tudo certo? Espero que sim...
Aqui quem te escreve é uma pequena grande abusada, que um dia brincou de dar porre no Zé. Será que você está lembrado? Eu ainda não esqueci...
Cada segundo daquelas noites, na qual brinquei de brindar, brindei e bebi; descobri que na verdade não sentia sede, mas sim fome.
E na fome sentida: comi! Comi muito, comi tanto, provei tanto do sabor salgado que a sede realmente apareceu.
Falei tanta coisa baixinho, eram os pensamentos que teimavam em sair. Parece que tem vida própria, que por mais que eu diga que precisam ser comportados, eles não me obedecem e percorrem meu corpo, virando palavras.
O que quer saber de mim? O que eu fiz, ou o que fizemos? Será que ainda precisamos de uma definição?
Mas então seu Zé... Bebe comigo! Beba sempre comigo, comigo, entendeu?
Você não gosta da bebiba, mas também nem quero te dar um porre. Na verdade gosto das risadas do cavalo, kkkkkk.
Descobri minha paixão por equinos, na verdade por um equino, kkkkkk, o seu cavalo, kkkkkk!
É, o senhor não ficou bêbado, mas eu ainda me encontro embriagada. E o nosso trono como está?
Toma conta e presta conta, do que um dia foi apenas seu, porquê agora é NOSSO.
- Postado por: Tata às 09h37
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